Três Grandes Projetos Prometem Movimentar R$ 75 Bilhões na Economia do Pará e Destravar o Desenvolvimento do Estado
O mercado paraense acompanha de perto três projetos estratégicos, que
juntos prometem impulsionar a economia do estado. São eles: a construção da
ferrovia Ferrogrão, a exploração do petróleo na Margem Equatorial e o
derrocamento do Pedral do Lourenço no Rio Tocantins. Somente a ferrovia e a exploração de
petróleo devem injetar mais de R$ 70,7 bilhões no estado, otimizando a
logística e criando novos postos de trabalho. Paralelamente, a desobstrução do
Pedral do Lourenço deve baratear o transporte regional em 30%, permitindo a
movimentação de 20 milhões de toneladas de carga.
Embora os números chamem atenção, cada um dos projetos lida com
diferentes entraves burocráticos para prosseguirem e se arrastam há muitos anos
entre a espera de licenças e o dilema sobre impactos ambientais.
Pedral
do Lourenço:
A
hidrovia do Rio Tocantins percorre mais de 1.700 quilômetros entre Peixe (TO) e
Belém (PA), mas enfrenta limitações no trecho de cerca de 40 quilômetros
conhecido como Pedral do Lourenço. A previsão é de que a conclusão das obras de
dragagem e derrocamento destrave essa rota estratégica, permitindo que o rio
atinja capacidade para movimentar mais de 20 milhões de toneladas por ano, o
equivalente a aproximadamente 500 mil caminhões. A expectativa é que a hidrovia
se torne uma alternativa mais eficiente ao transporte rodoviário, reduzindo em
até 30% os custos logísticos, reduzindo emissões de CO2 e aumentando a competitividade da produção
nacional.
Ferrogrão:
O
setor produtivo, em especial entidades ligadas à agropecuária, aguarda com
ansiedade o avanço do projeto da Ferrogrão, uma ferrovia que conectaria
o município de Sinop (MT) e Itaituba (PA), para transportar a produção dos dois
estados. A iniciativa prevê uma economia de até 35% em comparação com outros
modais, o equivalente a R$ 8 bilhões por ano para a economia local. O projeto
também contempla outros modais de transporte, operando de maneira integrada aos
modais rodoviário e hidroviário. O principal benefício que menciona é a
economia nos custos de frete para o transporte de grãos e demais produções.
A implantação da ferrovia deve reduzir o custo do frete em
aproximadamente R$ 40 a R$ 45 milhões apenas com a produção atual, incluindo
safra e segunda safra.
Margem Equatorial:
Este é sem dúvidas um dos maiores projetos do país nesta década. O petróleo da Margem Equatorial pode mudar o Pará de patamar econômico. Além de gerar centenas de milhares de empregos diretos e indiretos, a exploração do petróleo na Margem Equatorial pode desenvolver o estado em diversas áreas através dos royalties que serão recebidos, como por exemplo saneamento básico (hoje o estado possui um dos piores índices de esgoto do Brasil), e melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado. O Pará deve não apenas receber os benefícios da exploração em seu território, mas também, se posicionar como HUB logístico estratégico para a operação da exploração de petróleo em toda a extensão da área que corresponde à Margem Equatorial.
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